FBF: Com número reduzido de seleções começa o Intermunicipal

Com quantidade de equipes inferior à média mesmo da atual gestão, competição tem início com 63 participantes já que Casa Nova desistiu na semana passada e outras como Cipó, Conceição do Jacuípe, Laje, Santa Cruz Cabrália, Ubatã e Una se inscreveram, mas também desistiram antes

Depois de adiado por uma semana, como aconteceu com o Congresso Técnico da competição, tem início neste domingo, 06, às 10h30, em Itaberaba, com a partida entre Itaberaba, campeã de 2016, e Ipirá, a 63ª edição do Campeonato Intermunicipal de Seleções que movimenta torcedores, comércio formal e informal das cidades envolvidas, mas a participação caiu em torno de 15% nos últimos 25 anos.

Com a desistência de Casa Nova, o Grupo 1 classifica todas as outras 3 seleções para a segunda fase: Caldeirão Grande, Juazeiro e Senhor do Bonfim. Este ano, são 16 grupos de 4 e passam para a próxima fase 3 equipes.

Queda

A média histórica de participantes das três gestões anteriores da FBF de Marcos Andrade, Antônio Pithon e Virgílio Elísio é de 74 seleções na competição, considerado o maior campeonato amador do Mundo. Assim, a perda foi de 9 cidades nesses anos. Mesmo em relação à atual administração, este ano tem menos que a média que é de 65 seleções.

Itabuna e Cachoeira são as maiores campeãs com 8 títulos cada uma. Santo Amaro vem a seguir com 5.

Já participaram do Intermunicipal 192 seleções, das quais 129 (67%) abandonaram a competição na atual gestão. A maioria alega total falta de suporte por parte da FBF, que gasta anualmente mais de R$ 650 mil com advogados e mais de R$ 1 milhão com publicidade.

As Ligas, mesmo as que vão disputar o Intermunicipal este ano, alegam total falta de apoio da Federação Baiana de Futebol ficando na dependência exclusiva das Prefeituras que nem sempre estão dispostas a pagar hospedagem, transporte, alimentação e outras despesas que podem variar entre R$ 50 mil a 120 mil reais por mês com a seleção durante a competição.

Para boa parte das administrações municipais, embora considere importante jogar o Intermunicipal, a crise econômica que o País atravessa impactou também as Prefeituras.

Este ano, a TVE, entidade do Governo da Bahia, deve transmitir boa parte dos jogos, o que empolga as cidades, mas não vai resolver o problema financeiro das Ligas. Para muitos, embora a exposição seja importante, o custo de cada transmissão é muito elevado e, ao invés desse gasto, a colaboração da FBF e do Governo do Estado às seleções seria muito mais relevante para uma boa competição.

Segundo levantamento preliminar, cada transmissão custa em torno de R$ 60 mil mais despesas com a equipe da TV e de apoio.

Colaboração: Daniel Dalense

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